Entre o modelo 3D que o cliente envia e o molde rodando na injetora existe uma sequência longa, e cada etapa fecha portas para as seguintes. Entender essa ordem é o que explica por que uma decisão da primeira semana aparece como retrabalho três meses depois.
As etapas, na ordem
- Análise crítica — o produto é avaliado para injeção: ângulos, espessuras, linha de fechamento e pontos de injeção.
- Projeto do molde — conjunto 3D completo, com refrigeração, extração e porta-molde definidos.
- Aquisição do aço — o material entra conforme a especificação da análise, com prazo próprio.
- Usinagem — pré-usinagem, desbaste, tratamento térmico quando previsto, acabamento.
- Eletroerosão — os detalhes que a fresa não alcança, com os eletrodos feitos na mesma casa.
- Ajuste — montagem do conjunto, acerto de fechamento e polimento.
- Try-out — injeção acompanhada, medição e correções.
- Validação e entrega — relatório dimensional, amostras aprovadas e documentação.
Nada aqui é isolado
A linha de fechamento escolhida na análise crítica define onde a peça terá rebarba, quanto polimento a cavidade vai exigir e qual detalhe precisará de eletrodo. Uma decisão de dez minutos na primeira semana define semanas de bancada no fim.
Onde os prazos escorregam
- Alteração de produto depois do aço comprado — a mais cara de todas;
- Aprovação parada no projeto, enquanto a fila de máquina anda sem a ferramenta;
- Detalhe de eletroerosão descoberto tarde, sem eletrodo previsto.
O cronograma de uma ferramenta não é a soma das etapas: é a soma das decisões tomadas na hora certa.
O que pedimos no começo
Modelo 3D da peça, material e volume previsto, injetora de destino e as cotas que são realmente críticas. Com isso a análise crítica sai em dias, e o prazo apresentado é um prazo que se sustenta até a entrega.




