A eletroerosão entra onde a ferramenta de corte não cabe ou não aguenta: raio interno menor que qualquer fresa disponível, nervura estreita e funda, ou material já na dureza final. Ela não remove material por esforço mecânico, e sim por descargas elétricas controladas — por isso a dureza da peça deixa de ser um obstáculo.

Onde a fresa não chega

  • Canto vivo interno — toda fresa deixa raio; o eletrodo, não.
  • Cavidade profunda e estreita — a partir de certa relação entre profundidade e diâmetro, a ferramenta vibra e o acabamento acaba.
  • Aço já temperado — usinar depois da têmpera é lento, caro e desgasta ferramenta rápido demais.
  • Texturas e detalhes finos — gravações, quebra-brilho e microdetalhes gravados direto pelo eletrodo.

Processo

Penetração

Um eletrodo de cobre ou grafite, com a forma negativa do detalhe, mergulha na peça submersa em fluido dielétrico. Exige fabricar o eletrodo antes — e é essa fabricação, e não a erosão, que costuma pesar no prazo.

O custo é o tempo

A remoção por descarga é lenta em comparação com o corte. Um detalhe de eletroerosão pode levar horas onde o fresamento levaria minutos — e é isso que torna a decisão de projeto, e não de chão de fábrica.

Cada detalhe que só a EDM resolve precisa entrar no cronograma junto com o eletrodo que vai fabricá-lo.

Na prática

Na análise crítica marcamos, ainda no 3D, cada região que vai exigir eletrodo. A lista sai antes da compra do aço, e o prazo apresentado ao cliente já contém as horas de erosão — não é uma surpresa descoberta na metade do projeto.