O try-out é a hora em que projeto, usinagem e ajuste são cobrados juntos. Medir só a peça esconde metade do que interessa: a peça diz se a cavidade está certa hoje, e o comportamento do molde ao longo do ciclo diz se ela continuará certa na peça número mil.

Antes de ligar a injetora

  • fechamento conferido a frio, com folgas e paralelismo verificados;
  • circuito de refrigeração testado sob pressão, sem vazamento nem obstrução;
  • curso de extração completo, sem interferência em nenhum ponto;
  • guias, colunas e buchas lubrificadas e livres.

O que medir na peça

Nunca a primeira que sair: as primeiras injeções servem para estabilizar o processo. A medição vale a partir do momento em que o ciclo se repete — e vale em peças de todas as cavidades, não em uma amostra só.

  1. Dimensional completo contra o desenho, com o material e a contração definitivos.
  2. Acabamento superficial e conferência das texturas.
  3. Rebarba na linha de fechamento e marcas de extração.
  4. Repetibilidade entre cavidades, no mesmo tiro.

O que medir no molde

Enquanto a peça sai, é o molde que está sendo avaliado:

  • Temperatura nos dois lados, estabilizada e simétrica;
  • Balanceamento dos canais — todas as cavidades enchendo ao mesmo tempo;
  • Tempo de ciclo real, comparado ao previsto no projeto;
  • Saída de gases, conferida pelas marcas de queima na peça.
A primeira peça boa não encerra o teste. O que encerra é a centésima peça boa seguida, com o processo estável.

O relatório é o que fica

O try-out termina com registro: parâmetros usados, medições, fotos e pendências. É esse documento que o cliente leva junto com a ferramenta — e é por ele que se compara o comportamento do molde daqui a dois anos com o comportamento dele no dia da liberação.